Que o Primeiro-ministro é arrogante, não é novidade nenhuma. A novidade está na debilidade que parece agora demosntrar. De um discurso inicial onde com gabarolice se orgulhava de não ligar às manifestações de massas aparece ele própio a promover tais acções. Comete com isto um erro duplo, joga num campo que não é o dele logo a derrota é evidente por comparação tanto com a iniciativa do PCP como com a manifestação de professores. Por outro lado, sublinha a sua fraqueza quando o Governo sente necessidade de se afirmar assumindo tacitamente a busca de uma legitimidade que lhe foge debaixo dos pés.
Esta viragem preconizada pelo Governo, também deita por terra uma teoria que fez escola nalguma "esquerda moderna" e mundividente que chegou a proclamar o fim da luta de massas como intrumento da luta política. A realidade demonstra claramente o contrário. A luta de massa é o mais vigoroso e criador instrumento na acção política.
segunda-feira, 17 de março de 2008
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