quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"Lisbon Energy Forum"

O "Lisbon Energy Forum" decorreu ontem no CCB sem grandes novidades de registo. No essencial, as grandes empresas reafirmaram as chamadas parcerias estratégicas entre enmpresas "upstream" e "downstream", isto é, entre produtoras/fornecedoras e empresas consumidoras/comerciais, com exploração de jazidas de petróleo ou sem elas. Numa linguagem mais simples direi que as empresas do chamado "1º mundo" continuarão a ter vantagem sobre as empresas do "3º Mundo" graças à diplomacia do mais forte arrostada pelas grandes potências.
A verdadeira pedrada no charco surgiu com a intervenção do ministro dos petróleos venezuelano e presidente da PDVSA, que defendeu o papél do Estado na racionalização destes recursos tão importantes bem como, a sua função central de garantir que os povos não sejam expoliados das suas riquezas naturais em favor dos capitalistas internacionais. Defendeu um politica de solidariedade internacional baseada na verdadeira cooperação através do fornecimento de Petróleo, como já hoje aconteec com Cuba e com a Bolívia.
A questão dos biocombustíveis foi abordada pela rama, como convinha, e ficou por aprofundar.

5 comentários:

Anónimo disse...

A questão dos biocombustíveis de qualquer forma não interessa para resolver seja o que fôr, não é ?

LOL

TELES

helder.gil.guerreiro@sapo.pt disse...

12501250Os biocombustíveis apenas são importantes para resolver problemas de subprodutos sem grande utilidade como os óleos usados ou a biomassa para produzir metanol. Eu oponho-me ao cultivo de cereais exclusivamente para produzir biocombustíveis pela singela razão da inflação dos produtos alimentares. Parece-me uma razão de fundo e primordial, não? Foi esta razão que os grandes produtores de biodiesel como a Petrobras chutaram para canto.

Anónimo disse...

Só para tentar perceber de vez!

Dado o panorama ambiental, preferes o aumento de alguns produtos alimentares ou pura e simplesmente deixar como está ? Afinal que alternativas indicas para resolver a questão dos combustiveis?

Cá para mim apenas estás sempre a ver o lado da questão que te convem, que é estar sempre do lado de lá da barricada. Não te interessam todas as variáveis que tem de ser equacionadas.

De que me serve ter muito pão para comer se não tenho clima para viver!

Teles

helder.gil.guerreiro@sapo.pt disse...

Na minha opinião, a questão dos combustíveis é porventura a mais complexa que temos na actualidade. Devemos observá-la de forma global, isto é, ambientalmente e economicamente. Também há que ter em atenção que existem outros combustíveis fósseis como o Urânio com que se produz uma energia bem mais racional quer do ponto de vista ambiental quer económico. Há ainda a questão principal que é a política e de sistema político. Vivemos numa sociedade dita de consumo onde roda tudo em torno dele e tudo é mediado por ele. Há também quem lhe chame a sociedade do desperdício. Desta forma, além da mudança radical que é necessária na produção, é também necessário a promoção e melhoria da rede de transportes colectivos tanto nas cidades com em todo o País. Quem sabe proibir mesmo a circulação de automóveis no interior das cidades e limitar as velocidades máximas dos veículos.
Quanto á questão dos biocombustíveis será uma solução sempre subsidiária das outras e nunca uma questão principal (na solução que proponho)

Anónimo disse...

Pois... concluo que as tuas soluções são estas:
- urânio;
- racionamento da utilização dos recursos actuais;

De qualquer forma, embora a questão seja complexa não te deve impedir de procederes a um raciocínio/estudo exaustivo da mesma, em que tentes forcar com clareza todos os aspectos da mesma.

Caso contrário não passam de comentários ocasionais, aparentemente contraditórios e sem grande profundidade.

Obviamente que os biocombustíveis são apenas uma das alternativas, mas dada a necessidade a curto prazo de serem cumpridas determinadas metas, será, porventura a mais indicada. Não existem soluções perfeitas, mas necessidades imediatas.

Teles